Falar com o coração
É perder a razão
Ludibriar-se de canção
E embebedar-se de vão
Pois tudo que sentimos
Não colocamos em ritmo
De palavras e frases
Perdidas ao acaso
Apenas deixamos
Nossas mãos executar
Nossa língua falar
E nossa ação mergulhar
Conduzidos pela essência
Acordados com Consciência
Da Sabedoria Divina
Que expande todo dia
Para aqueles que aprenderam
A estar em silêncio
Ficar quietinho
Para ouvir bem baixinho
A certeza de seu caminho
Á espera de um lindo ciclo
Que sempre aparece
E nos perpetua com preces
Chegando à loucura
Beirando à fissura
De envolver-se nessa rima
Que me mostra todos os dias:
A BELEZA QUE É A VIDA!
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